Como eu comecei a fotografar
A história que poucos conhecem
Antes de existir um portfólio, antes dos contratos, dos grandes eventos e das centenas de histórias registradas através de uma câmera, existia apenas uma curiosidade.
A vontade de fotografar.
Minha história com a fotografia começou muito antes de eu imaginar que um dia ela se tornaria profissão. Desde muito jovem, eu já fotografava na igreja que frequentava. Naquela época, não havia grandes equipamentos ou toda a tecnologia que temos hoje. Eu tinha acesso às famosas câmeras compactas da Sony, que faziam bastante sucesso, e era com elas que eu começava a descobrir, aos poucos, o prazer de registrar momentos.
Eu ainda não sabia exatamente o que estava fazendo. Mas uma coisa eu já entendia: uma fotografia podia transformar um momento passageiro em uma lembrança para sempre.
O momento em que tudo mudou
Foi por volta de 2013 que minha relação com a fotografia começou a mudar de verdade.
Até então, fotografar era algo que eu gostava de fazer. Mas naquele período nasceu em mim uma vontade diferente: eu queria entender fotografia de verdade.
Comecei a estudar, pesquisar, testar, errar e fotografar novamente.
Passei a olhar para a luz de outra maneira. Comecei a entender composição, enquadramento, direção, equipamento e, principalmente, a importância de contar uma história através de uma imagem.
Foi quando percebi que fotografar profissionalmente não era simplesmente apertar um botão.
Era observar.
Era antecipar um momento.
Era entender pessoas.
Era saber que, muitas vezes, uma fração de segundo pode carregar uma história inteira.
E foi assim que aquela curiosidade que começou com uma pequena câmera foi ganhando propósito.
Mais de 500 histórias de amor
Ao longo dessa caminhada, os casamentos se tornaram uma parte muito importante da minha trajetória.
Foram mais de 500 casamentos fotografados.
E quando penso nesse número, não penso apenas em 500 eventos.
Penso em centenas de famílias, abraços, lágrimas, risadas, nervosismo, expectativas e histórias completamente diferentes umas das outras.
Cada casamento me ensinou alguma coisa.
Aprendi a lidar com o imprevisível. Aprendi a observar os pequenos detalhes. Aprendi que nem sempre a fotografia mais importante é aquela que foi planejada.
Às vezes, é o olhar de uma mãe.
O abraço de um pai.
A lágrima que alguém tenta esconder.
A gargalhada inesperada dos amigos.
Ou simplesmente aquele instante em que duas pessoas percebem que estão começando uma nova história juntas.
Fotografar casamentos me ensinou, acima de tudo, a fotografar pessoas.
A fotografia foi ficando maior
Com o passar dos anos, minha fotografia também foi se transformando.
Hoje, meu trabalho é mais eclético e meu portfólio vai muito além dos casamentos.
Fotografo ensaios externos de gestantes, buscando registrar não apenas a beleza daquele momento, mas também a expectativa e a emoção que envolvem a chegada de uma nova vida.
Fotografo casais, procurando transformar conexão e cumplicidade em imagens que tenham verdade.
Também realizo fotografias para perfis profissionais, porque hoje a imagem que apresentamos ao mundo também faz parte da nossa história e da maneira como somos percebidos.
E até a gastronomia encontrou espaço no meu olhar.
Porque, no fim das contas, fotografar diferentes coisas me faz continuar aprendendo.
Cada trabalho exige um olhar diferente. Uma luz diferente. Uma abordagem diferente.
E talvez seja justamente isso que eu mais gosto na fotografia: ela nunca fica completamente pronta.
De uma pequena câmera para uma grande história
Quando olho para trás, é curioso pensar que tudo começou de uma maneira tão simples.
Uma câmera compacta.
Algumas fotografias na igreja.
A curiosidade de aprender.
E uma decisão, por volta de 2013, de levar aquilo mais a sério.
Eu não sabia que aquela vontade me levaria a fotografar mais de 500 casamentos. Não sabia que conheceria tantas pessoas, viveria tantos momentos e construiria um portfólio tão diverso.
Mas hoje entendo que cada fotografia daquela época fazia parte do caminho.
Antes de me tornar fotógrafo profissional, eu precisei simplesmente começar.
E talvez essa seja a parte da minha história que poucas pessoas conhecem.
A fotografia não começou para mim com um grande equipamento.
Começou com curiosidade.
Depois veio o estudo.
Depois vieram os desafios.
Depois, centenas de histórias.
E a caminhada continua.
Porque, no final, fotografar é isso: continuar aprendendo a enxergar.
E eu ainda tenho muitas histórias para contar através do meu olhar.